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Relembrar o 25 de Abril

Relembrar o 25 de abril, o dia que mudou a História de Portugal,com 25 curiosidades ligadas à Revolução dos Cravos:

1. O golpe foi liderado por Capitães, que faziam parte do Movimento das Forças Armadas (MFA);
2. O 25 de abril foi uma revolução porque a política do nosso País se alterou completamente, mas não houve a violência habitual das revoluções (manchada de sangue inocente);
3. No próprio dia da revolução, uma pastelaria na Baixa preparava-se para comemorar mais aniversário oferecendo flores a todos os clientes. A funcionária encarregada de comprá-las passou pelos militares e começou a distribuir os cravos vermelhos. Os soldados puseram-nos nos canos das espingardas. O cravo tornou-se a imagem da Revolução e o 25 de Abril ficou conhecido (pelo menos nos seus primeiros tempos) como a Revolução dos cravos;
4. Apenas 4 pessoas morreram nesta Revolução, junto ao Quartel do Carmo, antiga sede da PIDE-DGS. Os seus nomes eram Fernando Gesteira, José J. Barneto, Fernando Barreiros dos Reis e José Guilherme R. Arruda.
5. A Revolução abriu uma fase de revoluções pela democratização na Europa do Sul.
6. A Revolução começou na noite de dia 24 de abril, quando Otelo Saraiva de Carvalho ocupou secretamente o quartel da Pontinha, em Lisboa;
7. Pelas 22h55, os Emissores Associados de Lisboa emitiram a canção “E Depois do Adeus” de Paulo de Carvalho, a primeira senha do golpe militar, que significava: prepararem o golpe;
8. A segunda senha era transmitida à 00h20, pela Rádio Renascença, no programa “Limite”, com a música “Grândola Vila Morena” de Zeca Afonso. Esta senha começava a Revolução. Esta música se tornaria na música-símbolo da luta contra a ditadura;
9. Pelas 04h20 o MFA difundia pelo Rádio Clube Português o 1º comunicado ao país;
10. Ao nascer do dia, as Forças da Escola Prática de Cavalaria de Santarém, lideradas pelo Capitão Salgueiro Maia estacionaram no Terreiro do Paço;
11. Às 04h45m foi lido o 2º comunicado do MFA, na antena do RCP, onde se aconselhava a população a manter a prudência e a calma.
12. Pelas 13h30, as forças paramilitares leais ao regime, começaram a render-se. A 1ª foi a Legião Portuguesa.
13. As forças do MFA, lideradas pelo capitão Maia, cercaram e tomaram o quartel do Carmo, onde se refugiara Marcelo Caetano;
14. Marcello Caetano recusou assinar a sua rendição perante um capitão, pois não queria que o “poder caísse” nas ruas foi então chamado o general António Spínola. Este tinha sido publicado o livro “Portugal e o futuro”, que apontava soluções políticas e não militares para a Guerra Colonial, afirmando que a essência da Nação, a segurança física, o bem-estar material e social dos portugueses estavam em grave risco. Esta obra vendeu, em poucos meses, 350 mil exemplares, tornando-se um autêntico sucesso de vendas. Spínola ganhou fama, prestígio e sobretudo respeito;
15. Pelas 19h30m, Marcello Caetano e os ministros que estavam com ele no Quartel do Carmo foram transportados, numa Chaimite, para o posto de comando do MFA, na Pontinha, Marcello Caetano foi levado depois por Salgueiro Maia para o Aeroporto, partindo com a família rumo ao exílio, no Brasil.
16. Spínola tornou-se presidente da Junta de Salvação Nacional (JSN), que passou a deter as principais funções de condução do Estado após o golpe. Spínola foi ainda escolhido pelos seus camaradas para exercer o cargo de 1º Presidente da República depois do Estado Novo, cargo que ocupou até final de setembro de 1974;
17. O cargo de primeiro-ministro foi entregue a Adelino da Palma Carlos;
18. Foi redigido o Decreto-Lei 171/74, que entrou “imediatamente em vigor", visando à extinção da Direcção-Geral de Segurança, da Legião Portuguesa, da Mocidade Portuguesa e da Mocidade Portuguesa Feminina.
19. O período a seguir à Revolução foi marcado por uma grande agitação social, política e militar conhecido como o PREC (Processo Revolucionário Em Curso), marcado por manifestações, ocupações, governos provisórios, nacionalizações e confrontos militares, apenas terminado com o 25 de novembro de 1975, que teve a participação ativa do 1º Presidente da República eleito democraticamente, General Ramalho Eanes;
20. O golpe de estado militar foi bem recebido pela população portuguesa, que veio para as ruas sem medo
21. Depois de afastados todos os responsáveis pela ditadura em Portugal, o MFA libertou os presos políticos e acabou com a censura sobre a Imprensa.
22. A JSN apresentou o seu programa dos três D: Democratizar, Descolonizar, Desenvolver;
23. Criação depois da Revolução de associações e partidos políticos e o fim da guerra colonial com a independência das colónias. Muitos portugueses que viviam nas colónias retornaram ao seu país;
24. Somente após do 25 de Abril é que as mulheres passaram a ser cidadãs plenas, ou seja, a terem acesso a todas as profissões, votar e ser votadas, ter contas bancárias, possuir passaporte e sair do país sem autorização escrita dos maridos, o que antes da revolução de 1974 era impensável;
25. A Assembleia Constituinte, reunida na sessão plenária de 2 de abril de 1976, aprovou e decretou a Constituição da República Portuguesa, a 1ª e única Constituição depois do 25 de Abril.

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