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A descoberta das Ondas Gravitacionais



Ondas gravitacionais: a "3.ª grande descoberta
do século na ciência"

Mais de cem anos depois estão oficialmente confirmadas as ondas gravitacionais, previstas por Albert Einstein. Um grupo de astrónomos disse ter conseguido, pela primeira vez, ouvir e gravar o som de dois buracos negros a colidirem a mil milhões de anos-luz de distância, produzindo ondas gravitacionais. Um avanço na física que abre uma nova janela sobre o universo e os seus mistérios.




"Depois da sequenciação do genoma humano, logo no início do século [2003] e da descoberta da partícula de Higgs [2012], esta é a terceira grande descoberta do século na ciência".

Trata-se da "confirmação de uma previsão teórica brilhante", a "pedra que faltava para completar o belo edifício da “Teoria da Relatividade Geral", de Albert Einstein (1879-1955).
A deteção das ondas gravitacionais, postuladas há cem anos pelo físico alemão na teoria da gravitação, que explica a origem da gravidade, foi anunciada a 11/02/2016, por uma equipa internacional de investigadores, depois de concluída, com êxito, uma experiência de vários anos nos Estados Unidos.

Segundo o físico Carlos Fiolhais "Há outra maneira de ver o espaço", pois para lá da luz que os corpos celestes emitem, assinalou que será possível ver "os choques cósmicos, que deixam marca não só de luz, mas também de ondas gravíticas", assim como estudar, de outra forma, as galáxias e os buracos negros.
Apesar de "se propagarem à velocidade da luz, e de terem propriedades comuns às da luz", as ondas gravitacionais são "muito mais ténues do que a luz" e, por isso, são mais difíceis de detetar, daí a sua dificuldade de confirmação.

Contudo, há questões ainda por esclarecer, como saber se as ondas gravitacionais têm “pacotes de energia mínima”, os gravitões, por paralelismo aos fotões “pacotes de energia mínima” nas ondas eletromagnéticas,captadas por exemplo por antenas de telemóvel, rádio e televisão.
Porém, ao contrário das ondas eletromagnéticas (geradas pela combinação de campos elétricos e magnéticos), "é muito pouco provável" que as ondas gravitacionais "tenham aplicações práticas na vida diária"."O sinal é muito fraco, o emissor tem de ser muito forte e tem de estar no espaço. Conseguimos produzir ondas eletromagnéticas, mas não ondas gravitacionais", sustentou o físico, acima referido, lembrando que estas ondas resultam de um cataclismo cósmico, como a colisão de dois buracos negros, de duas estrelas neutrão ou de um buraco negro e uma estrela neutrão, distorcendo o “tecido” do espaço-tempo à sua volta.
"As primeiras aplicações que vemos agora são os buracos negros, porque eles não emitem luz e nós não os poderíamos ter visto sem ondas gravitacionais. E acrescenta: "as ondas gravitacionais podem ajudar a explicar como as galáxias se formam".


"Explorar o Universo"

A humanidade tem agora mais uma ferramenta para explorar o universo: a gravidade é a força que controla o universo e ser capaz de ver a sua radiação permite-nos observar outros fenómenos fundamentais, que de outra forma não eram praticamente observáveis.
Depois de registarem os sinais, os cientistas converteram-nos em ondas rádio, o que permite ouvir o som da colisão dos dois buracos negros e “observar o Universo de uma nova maneira".

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